"O que é que o Amor tem que ver com Roma?
Senão a troca literal de letras
Senão a praça italiana onde te amei
Onde de tanto te amar, me perdi
Onde de tanto me lembrar, me esqueci
Não, já não sou a mesma
Que de tanto ser, nunca fui
O que era em Roma, nunca serei
Talvez porque nem sequer tenha sido
Onde de tanto te amar, me tenha esquecido
O que em mim havia sentido
Sentimentos puros, razão obscena
Roma cidade do meu Amor
Onde o encontrei através de desencontros
De almas perdidas em ruas estreitas
Que falavam de Amor sem dizer uma só palavra
E falo de uma vida que foi vivida e esquecida
Que hoje vive, se viver numa gaveta
Que de sete chaves se tranca
Onde as memórias, recordações
Se misturam com as duvidas da sua existência
Onde Roma tinha tudo que ver com o Amor
Sem ser a troca literal de letras…"
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A verdade é que...
"Esperei-te, como quem espera
Impaciente, ansiosa, relutante
Imaginei que não vinhas
Pensamentos da espera expectante
Demoraste, (tu nunca demoraste)
Esperei mais um tempo
Voltei a esperar, como quem desespera
E a sofrer a demora com sofrimento
Desisti, como quem espera
E é obrigado a desistir
Não esperei mais, vim-me embora
Parti, sem medo de partir
A escolha foi tua, forçosamente minha
Hoje sei que esperas como quem desespera
E eu com medo de partir
Sofro a demora sem sofrimento, sou-te sincera!"
Impaciente, ansiosa, relutante
Imaginei que não vinhas
Pensamentos da espera expectante
Demoraste, (tu nunca demoraste)
Esperei mais um tempo
Voltei a esperar, como quem desespera
E a sofrer a demora com sofrimento
Desisti, como quem espera
E é obrigado a desistir
Não esperei mais, vim-me embora
Parti, sem medo de partir
A escolha foi tua, forçosamente minha
Hoje sei que esperas como quem desespera
E eu com medo de partir
Sofro a demora sem sofrimento, sou-te sincera!"
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
...
"…E os meus olhos inundaram-se de suor
Na mais perfeita convalescença
E se perderam nos presentes
Ao ignorarem a sua presença…
Recordo gente que não conheço
Que nem sabe que existo
Tento viver vidas que não são minhas
De seguida recolho-me,
Mereço, descanso imerso
Autenticidade ao rubro dos inocentes
Percebe-se o que é errado
Mas nada se faz para mudar
Cansa demais mudar, aquilo que damos como certo
Desperdiça-se tempo a contrariar
Aquilo que se contraria no verbo amar
Gente que esboça ternura
Numa tela preta, com fundo de falsidade
Mudam-se os vencidos com o tempo
Tornam-se os bandidos do seu vento
E sopram com leveza
Tudo o que queremos na vida
Nada mais que a beleza
Seja ela de que cor for
Venha ela de onde vier
A beleza da vida não é um tesouro escondido
Seja perdido antes de encontrá-lo
Mas escondido não, nunca o é
E se a encontrarmos num acto de perdição
E a voltarmos a perder por meio de ventos fortes
É porque já a havíamos perdido no enlace dos amores
Que deitámos aos boatos e aos rumores…"
Na mais perfeita convalescença
E se perderam nos presentes
Ao ignorarem a sua presença…
Recordo gente que não conheço
Que nem sabe que existo
Tento viver vidas que não são minhas
De seguida recolho-me,
Mereço, descanso imerso
Autenticidade ao rubro dos inocentes
Percebe-se o que é errado
Mas nada se faz para mudar
Cansa demais mudar, aquilo que damos como certo
Desperdiça-se tempo a contrariar
Aquilo que se contraria no verbo amar
Gente que esboça ternura
Numa tela preta, com fundo de falsidade
Mudam-se os vencidos com o tempo
Tornam-se os bandidos do seu vento
E sopram com leveza
Tudo o que queremos na vida
Nada mais que a beleza
Seja ela de que cor for
Venha ela de onde vier
A beleza da vida não é um tesouro escondido
Seja perdido antes de encontrá-lo
Mas escondido não, nunca o é
E se a encontrarmos num acto de perdição
E a voltarmos a perder por meio de ventos fortes
É porque já a havíamos perdido no enlace dos amores
Que deitámos aos boatos e aos rumores…"
Às vezes quase que dá vontade...
De seguir sem olhar para trás!
De seguir o coração!
De partir com a roupa do corpo!
De gritar no meio da praça!
Quase dá vontade de ser eu,
Sem princípios, nem meios nem fins
Sem educações, bom senso ou coisa que o valha
Sem o controle inerente ao traseunte
Quase dá vontade de ser livre
A tal tábua rasa
A tal criança
Não, não quero ofender ninguém
Não quero rasgar o respeito
Nem amachucar a educação ou o bom senso
Só que às vezes quase que dá vontade de ser livre!
De seguir o coração!
De partir com a roupa do corpo!
De gritar no meio da praça!
Quase dá vontade de ser eu,
Sem princípios, nem meios nem fins
Sem educações, bom senso ou coisa que o valha
Sem o controle inerente ao traseunte
Quase dá vontade de ser livre
A tal tábua rasa
A tal criança
Não, não quero ofender ninguém
Não quero rasgar o respeito
Nem amachucar a educação ou o bom senso
Só que às vezes quase que dá vontade de ser livre!
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