Domingos leva-os o vento...
Estou cansada, mas há algo a partilhar:
Eu sou eu,
Eu sou eu e pronto!
Porque é que eu não posso ser tu?
Ora, porque sou eu
E eu sou eu!
Mas eu posso ser ele?
Não, eu sou eu
E não posso ser ele.
E tu não podes ser eu?
Nem ele pode ser eu?
Oh
Mas espera se eu sou eu
Se eu sou mesmo eu
Isso é bom?
Eu sou eu
Tu és tu
Ele é ele
Sejamos altos ou magros ou gordos ou baixos
Sejamos tótós ou bonitos ou fixes ou feios
Eu sou eu
Tu és tu
Ele é ele
Eu não preciso de ser tu, nem de ser ele
E nem tu nem ele precisam de ser eu
Afinal eu sou eu
E gosto!
Uma poesia que possivelmente vai integrar um projecto que se chama O Eu no Museu.
domingo, 16 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Ouvi dizer...
Não, não vou falar na tão badalada (e bonita, tenho de admitir) música dos Ornatos Violeta...
Hoje ouvi dizer que desde a década de setenta não se sente o espírito do belo, de conspirar a beleza, dos copos de poesia e das esquinas filósofas.
Eu, enquanto ouvia, desejava ter vivido nessa época. Ter feito letras revolucionárias e ter chorado cravos vermelhos.
Enfim, uns viveram e têm saudades, outros não viveram e também têm saudades.
Hoje ouvi dizer que já não se sorri como antigamente. Ninguém dá um sorriso, apenas pelo prazer de dar e de sorrir.
Eu, enquanto ouvia, concordava acenando com a cabeça. Pensei no meu próprio eu e envergonhei-me.
Enfim, uns sorriram e têm saudades, outros nunca sorriram e também têm saudades.
No fim da conversa, senti que aquele filósofo de plantas estava meio zangado com a sociedade e desiludido com o mundo. Talvez por isso se tenha dedicado às plantas e às palavras.
Eu, sem querer, segui-lhe o trilho e dediquei-me à escrita sem ser domingo.
Bem hajam...
Hoje ouvi dizer que desde a década de setenta não se sente o espírito do belo, de conspirar a beleza, dos copos de poesia e das esquinas filósofas.
Eu, enquanto ouvia, desejava ter vivido nessa época. Ter feito letras revolucionárias e ter chorado cravos vermelhos.
Enfim, uns viveram e têm saudades, outros não viveram e também têm saudades.
Hoje ouvi dizer que já não se sorri como antigamente. Ninguém dá um sorriso, apenas pelo prazer de dar e de sorrir.
Eu, enquanto ouvia, concordava acenando com a cabeça. Pensei no meu próprio eu e envergonhei-me.
Enfim, uns sorriram e têm saudades, outros nunca sorriram e também têm saudades.
No fim da conversa, senti que aquele filósofo de plantas estava meio zangado com a sociedade e desiludido com o mundo. Talvez por isso se tenha dedicado às plantas e às palavras.
Eu, sem querer, segui-lhe o trilho e dediquei-me à escrita sem ser domingo.
Bem hajam...
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