Não, não vou falar na tão badalada (e bonita, tenho de admitir) música dos Ornatos Violeta...
Hoje ouvi dizer que desde a década de setenta não se sente o espírito do belo, de conspirar a beleza, dos copos de poesia e das esquinas filósofas.
Eu, enquanto ouvia, desejava ter vivido nessa época. Ter feito letras revolucionárias e ter chorado cravos vermelhos.
Enfim, uns viveram e têm saudades, outros não viveram e também têm saudades.
Hoje ouvi dizer que já não se sorri como antigamente. Ninguém dá um sorriso, apenas pelo prazer de dar e de sorrir.
Eu, enquanto ouvia, concordava acenando com a cabeça. Pensei no meu próprio eu e envergonhei-me.
Enfim, uns sorriram e têm saudades, outros nunca sorriram e também têm saudades.
No fim da conversa, senti que aquele filósofo de plantas estava meio zangado com a sociedade e desiludido com o mundo. Talvez por isso se tenha dedicado às plantas e às palavras.
Eu, sem querer, segui-lhe o trilho e dediquei-me à escrita sem ser domingo.
Bem hajam...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
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Eu vivi antes de 1974, sim. E depois disso. Não tenho saudades. Apenas a certeza que se quiser ter uma voz, tenho de lutar por isso. Também não tenho medo do silenciamento que nos querem impor. Quem tem medo compra um cão.
ResponderEliminarA liberdade de expressão não é uma conquista de Abril, é uma conquista de todos os dias, por mais altas que as barreiras contra ela se ergam.
Abraço