sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A verdade é que...

"Esperei-te, como quem espera
Impaciente, ansiosa, relutante
Imaginei que não vinhas
Pensamentos da espera expectante

Demoraste, (tu nunca demoraste)
Esperei mais um tempo
Voltei a esperar, como quem desespera
E a sofrer a demora com sofrimento

Desisti, como quem espera
E é obrigado a desistir
Não esperei mais, vim-me embora
Parti, sem medo de partir

A escolha foi tua, forçosamente minha
Hoje sei que esperas como quem desespera
E eu com medo de partir
Sofro a demora sem sofrimento, sou-te sincera!"

3 comentários:

  1. gostei muito do seu poema, pelo tema e por jogar com as palavras...

    (mas estou algo confuso: não é sexta?
    pode um poeta de domingo escrever hoje?)

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  2. Do lado de dentro do cerne de uma questão denominada espera.
    Se bem que a espera nunca se mostrou muito imperativa na minha vida.
    Porém já fui espectadora (espectadora porque nunca podemos intervir) desse sentimento que além do sofrimento só faz desesperar.

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